segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O que te faz feliz?



A lua, a praia, o mar, uma rua, passear, um doce, uma dança, um beijo, ou goiabada com queijo?
Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde, arroz com feijão, matar a saudade, o aumento, a casa, o carro que você sempre quis ou são os sonhos que te fazem feliz?
Dormir na rede, matar a sede, ler ou viver um romance?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa, um cafuné, café com leite, rir à toa, um pássaro, um parque, um chafariz ou será o choro que te faz feliz?
A pausa pra pensar, sentir o vento, esquecer o tempo, o céu, o sol, um som, a pessoa ou o lugar?
Comer morango com a mão, pôr açúcar no abacate, brincar com o melão, goiaba, romã, jabuticaba, ou é o gostinho de infância que te faz feliz?
Cuspir sementes de melancia, falar besteira, ficar sem fazer nada, plantar bananeira ou comer banana amassada, afinal o que faz você feliz?

Agora me diz: O que faz você feliz?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pelos corredores de um hospital...

Já faz algum tempo que estava pensando em escrever algo sobre essa nova parte da minha vida, o Hospital. E por ele mesmo que estou cada vez com menos tempo para fazer o tal post.
Mas hoje, em um plantão relativamente tranqüilo, entre um relatório e outro pensei em escrever sobre a vida dentro de um hospital, e tudo que estou aprendendo lá.
Lá onde eu aprendi a ser mais forte do que a cama, e levantar todos os dias antes do sol acordar...
É lá que aprendi a recusar aquele convite tentador pra festa do FDS, e ficar em casa estudando...
É na correria dos plantões que a gente aprende que cada minuto é precioso pra quem espera...
E que errar, ali, é desumano...
E que jaleco é roupa de luxo...
Que tomar café-da-manhã dirigindo é preciso...
E aprende que o silêncio dos corredores pode ser mais aconchegante do que havíamos imaginado...
Que muitas pessoas depositam em você a esperança de cura...
E principalmente, você aprende o quão frágil é a vida, que devemos valorizar cada segundo como se fosse o último, pois um dia esse último chega sem avisar.
Que a UTI não deve significar o fim, mas sim um novo começo...
E que todos merecem uma nova chance...
Você aprende que seus pais não serão eternos, e isso dói muito.
E que a saúde é a maior riqueza que podemos ter...
Que os anos de faculdade, estresse, noites em claro... podem fazer a diferença.
E que o sorriso de uma família é a coisa mais gratificante que se pode levar dali.